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Como é a cirurgia de amígdalas e adenoide?

Foto do escritor: Dra Livia Arruda
Dra Livia Arruda
30 de jul.
2 min de leitura
cirurgia de amígdalas e adenoide

A cirurgia para remoção das amígdalas e da adenoide pode ser indicada principalmente quando há um aumento importante dessas estruturas, causando obstrução à passagem do ar e trazendo inúmeras consequências, sobre as quais falamos um pouco mais no texto sobre respiração oral.


Outra indicação para a cirurgia é a ocorrência de infecções de repetição, tanto adenoidites quanto amigdalites, que não são controladas ou prevenidas adequadamente com o tratamento clínico.


Antes da cirurgia, é necessário realizar exames para avaliar se existe algum risco aumentado para o paciente durante o procedimento, conhecido como risco cirúrgico. Dessa forma, garantimos mais segurança para o paciente e para toda a equipe.

Se algum exame apresentar alterações, aguardamos até que tudo esteja adequado para realizar a cirurgia. A segurança do paciente é inegociável.


A cirurgia é realizada com anestesia geral, e o paciente permanece intubado durante todo o procedimento, que dura entre 40 e 60 minutos.


A remoção da adenoide pode ser feita por curetagem, através da boca, ou por videonasofibroscopia, utilizando uma tecnologia chamada shaver, que proporciona visão direta da região e maior precisão na remoção completa do tecido em excesso, reduzindo as chances de recidiva.


A cirurgia das amígdalas é realizada pela boca e pode ser feita pela técnica a frio, utilizando bisturi e instrumentos que permitem o descolamento completo da amígdala e de sua cápsula. Também pode ser realizada com eletrocautério, técnica que proporciona menor sangramento durante o procedimento. Após a cirurgia, podem ser realizados pontos nas lojas amigdalianas, que se dissolvem espontaneamente alguns dias depois.

Outra técnica que também pode ser utilizada é o coblation, que remove o tecido linfoide, mas preserva a cápsula das amígdalas, causando menor lesão às estruturas adjacentes, como nervos e vasos sanguíneos. Em geral, essa técnica proporciona menor sangramento intraoperatório e menos dor no pós-operatório, permitindo que o paciente retorne à sua rotina mais rapidamente, inclusive com menor restrição alimentar quando comparada às técnicas convencionais.


Entretanto, quando a indicação da cirurgia é devido a amigdalites de repetição, é importante considerar que essa técnica pode deixar uma pequena quantidade de tecido amigdaliano junto à cápsula da amígdala, que, teoricamente, ainda pode sofrer inflamação.


Quer saber se você tem indicação para essa cirurgia e entender qual técnica é a mais adequada para o seu caso? Agende sua consulta e vamos conversar sobre isso!


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